Criminosos portavam fuzis e fizeram reféns em agência em Itupeva; Três bandidos e um cliente do banco morreram
iG São Paulo
Imagem a seguir mostra corpo de criminoso que tentou assaltar um banco no interior de SP
Ao menos quatro pessoas morreram e um policial ficou ferido após um assalto a uma agência bancária terminar em tiroteio na manhã desta sexta-feira (6), na cidade de Itupeva, a 73 km de São Paulo.
Segundo a Polícia Militar, um grupo de oito bandidos armados com fuzis realizou assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal localizada na estrada do Varejão, em Itupeva, por volta das 10h40 da manhã.
A quadrilha conseguiu pegar o dinheiro e fez alguns clientes de reféns para sair do local. Equipes da Polícia Militar encontraram com a quadrilha na saída da agência e houve troca de tiros. Três criminosos e um cliente do banco morreram.
O grupo fugiu em três carros e houve perseguição. Mensagens trocadas entre as equipes que participaram da tentativa de captura dos bandidos indicam que os criminosos atiraram contra o helicóptero Águia da PM, que foi acionado para apoiar a operação. Um tenente da polícia foi ferido na perna e foi socorrido a um hospital de Jundiaí.
Ainda não foi confirmado se os demais criminosos foram capturados.
CUIDADO: IMAGENS FORTES
A presidente Dilma Rousseff aceitou nesta quarta-feira as credenciais do embaixador da Indonésia, após nove meses de congelamento nas relações bilaterais pela execução de dois brasileiros acusados de tráfico de drogas.
Dilma recebeu no Palácio do Planalto o diplomata indonésio Toto Riyanto, cujo credenciamento estava suspenso devido ao fuzilamento do brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, em abril passado.
"Não há problemas com a representação indonésia no Brasil, mas o país mantém o que foi afirmado sobre o tema" das execuções, disse à AFP uma fonte da Chancelaria brasileira.
Em 28 de abril, poucas horas após a morte de Gularte, o Itamaraty definiu a execução como um "fato grave no âmbito das relações entre os dois países", que começaram a se deteriorar com o fuzilamento, um mês antes, de Marco Archer, de 53, outro brasileiro condenado por tráfico de drogas.
Na ocasião, Dilma advertiu que haveria consequências nas relações bilaterais. O Ministério das Relações Exteriores criticou Jacarta por ter ignorado os pedidos de clemência e os apelos de caráter humanitário realizados tanto pela presidente como por seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.
crianças sírias refugiadas, de até três anos, estão sendo exploradas para o trabalho infantil por fazendeiros e companhias na Jordânia, segundo declarações de ativistas baseados na capital do país, Amã, à BBC.
Além de trabalhar em cidades da Jordânia, famílias inteiras com os filhos trabalham em condições precárias em fazendas (Foto: Andrew Hosken/BBC)
Foto: Andrew Hosken/BBC / BBCBrasil.com
Tamkeen, uma organização de caridade voltada ao desenvolvimento infantil em Amã, alega que suas investigações descobriram estas crianças trabalhando junto com os pais e irmãos em fazendas perto do Mar Morto.
De acordo com a organização, a exploração do trabalho infantil é comum na Jordânia. Os ativistas estimam que cerca de 46% dos meninos refugiados sírios e 14% das meninas, com 14 anos ou mais estão trabalhando mais de 44 horas por semana. A maioridade legal na Jordânia é apenas aos 16 anos.
Desespero explorado
Diala al-Amiri, diretora executiva da Tamkeen, disse à BBC que empresas do país estão explorando o desespero das famílias de refugiados sírios.
"Crianças sírias refugiadas são encontradas trabalhando em restaurantes, supermercados e este tipo de serviço. E também no setor de agricultura", afirmou.
"O problema com o setor agrícola é que as crianças trabalham por muito tempo em condições muito ruins, no sol."
"Algumas delas trabalham sem ganhar nenhum dinheiro. Elas trabalham apenas para (conseguir) abrigo - uma família inteira, mãe, pai com cinco ou seis filhos. O mais velho tem 13 anos e há crianças de três anos (trabalhando) no setor agrícola", acrescentou.
A reportagem da BBC conversou com um menino de 14 anos, Yassan, que trabalha como faxineiro em uma empresa importante na cidade de Irbid, norte do país. Ele trabalha pelo menos 12 horas por dia, sete dias por semana.
Yassan ganha apenas meio dinar jordaniano por hora, o equivalente a cerca de R$ 2,6 - menos de US$ 1.
"Trabalho 12 horas por dia, todo dia. É um trabalho muito pesado. Você não tem um dia de folga a não ser que peça. E eles (a empresa) não te pagam", disse Yassan.
"Levanto às sete e meia e chego lá às oito, mas frequentemente eles te pedem para trabalhar até tarde, então o mais cedo que chego em casa é às nove. Durante o Ramadã, tive que trabalhar mais e não voltava para casa antes de uma da manhã", acrescentou o menino.
Quando perguntado se o que recebia era o bastante, Yassan respondeu "não, claro que não é bom. Mas não consegui encontrar outro emprego que pagasse mais".
Trabalho escravo
"Claro que eles estão se aproveitando da situação pois não tratam os jordanianos assim - eles os colocam em cargos melhores."
"Eles só nos usam para limpeza. Tínhamos uma vida melhor do que esta na Síria, mas então a situação mudou e nós temos que trabalhar", acrescentou.
O pai de Yassan, Maher, ficou paralisado da cintura para baixo desde que foi torturado na Síria e não pode trabalhar. A mãe trabalha como empregada apenas algumas horas por dia, pois sofre de uma doença grave no sangue.
A família dele, os pais e quatro filhos, devem ao proprietário do lugar onde estão morando o equivalente a mais de R$ 5,8 mil de aluguel.